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sábado, 10 de agosto de 2013

Digo que te entregues.

Entrega


Me olha daquele jeito,
daquele jeito assim,
que, pobre de mim,
não caibo dentro do peito.

Me chama, seduz e prende,
me beija e, com a mesma boca,
no arrepio, me crava o dente,
me diz uma frase louca.

Me deixa pegar-te nos cabelos,
lamber-te o seio com carinho,
e, no delírio, mordê-lo,
entre o cuidado e o desalinho.

Me dá a tua carne nua,
tua pele arrepiada e pálida.
aparece aqui junto com a lua,
e te me dá nessa noite cálida.

Vem, que eu te quero ainda,
vem antes que finda
essa chama que arde!
Vem!, nessa noite linda,
vem antes que finda
a noite, ou pode ser tarde...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Digo que valha a pena

É, sei que têm sido raros os meus dizeres por aqui. Tenho procurado ter a certeza de justificá-los todos. Cada um tem a sua razão de ser, não sendo, assim, desdobramento do ócio matutino, o que seria de lamentável sorte para mim e para qualquer que leia o blog.
O motivo do post hoje é feliz. É dizer que o amor se estabelece. Se põe firme diante da tristeza, remedia as cicatrizes da vida, distrai a mente - e o corpo.
Mas o amor correspondido, ah!, esse sim, traz a mente a outro plano. Tira do chão, experimenta um pedaço do céu - sem abdicar das melhores delícias mundanas.
É a esse amor que brindo no ano que chega. O amor que é paixão, que é tesão, que vai muito além do care about. Mas que, mais que isso, tem um pé inteiro na fofura e outro no carinho. É o querer bem. Bem de "bom" e bem de "muito".
É assim que eu amo, é assim que eu quero. É assim que vale a pena.
Que 2012, bem... valha a pena.

domingo, 14 de agosto de 2011

Digo aos grandes.

Hoje é o primeiro dia dos pais que passo sem o meu ao meu lado. O luto já virou saudade, o que era motivo para lembrar com tristeza agora é motivo para lembrar com orgulho. Meu pai foi o orgulho da mãe, da mulher, dos filhos, dos amigos, da profissão. Oxalá eu seja como ele foi um dia. Bem humorado, humilde, simpático, fácil, flamenguista, filho de coração grande, marido companheiro, o pai melhor. Parabéns, Cerezo. Você não foi embora.

E aproveito para registrar os meus parabéns a outros pais grandes que eu conheço e tenho pra mim.
Tio Antônio, meu padrinho. O exemplo que eu quero seguir.
Moisés, o sogrão. Grande cara, coração ainda maior.
Lauro, pai do meu irmão Gabriel. Que figura única.
Humberto Nicoline, o Betinho. Irmão do meu pai também é pai pra mim. E ainda é pai do meu outro irmão Gabriel.
Meu vô Nelson, também já tá lá em cima vendo jogo com meu pai. Grande homem.
Telo, o tio que é pai. Prova para todo mundo que para ser pai não é preciso ter filhos.

O meu. Único no sorriso, na bronca, no amor sem impedimento. Era sempre gol com ele por perto. A gente se encontra na final.




domingo, 20 de junho de 2010

Digo desabafando e desabafo dizendo.

Desabafo II


Nem tudo que escrevo faz sentido.
Deveria?
Não tenho preocupação com isso.
Ou teria?

O que gosto é do pedaço, da parte,
da arte.

Sê poeta e compreende!
Ou não compreende,
não é preciso.

Nada é preciso, tudo é quase.
Se errar pra mais,
deixa que vaze!

Se não errar, bom.
Bom rir de ti mesmo!
Os bons também erram...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Digo que digas.

Diz


Se me sorris como o fazes, por que o negas
quando pergunto sobre o nobre sentimento
a que me enlaço e prendo e não te apegas,
afastando mais de mim o firmamento?

Não és tu quem me procura e quem me ama,
quem à noite se diz saudade e tédio,
quem suspira maculada em minha cama
e agradece por me ter feito seu remédio?

E não és tu que, na sublime madrugada,
me procuras a embalar-te no meu seio
só querendo saber ser minha amada,
mas de amar-me te revestes de receio?

E por que ousas negar-me, quando,
em raríssima passagem de loucura,
saio à tua procura mendigando
por um breve momento de ternura?

Por que me fazes teu e não te tornas minha,
se, na noite, te atordoo em sonho ardente,
e te gelo, do calcanhar à espinha,
ao tirar-te o frio com meu toque quente?

Por que negas a mim o teu amor
se ao ouvir que te amo empalideces,
se sou eu quem te cura tua dor
e se é do meu amor que te embebeces?

domingo, 17 de janeiro de 2010

Digo novamente.

Legal essa ideia de começar um blog. Parece assim que tenho algo a dividir, mais do que isso, com quem dividir. E a escrita vai surgindo do nada, no início meio sem rumo, um barco à deriva.
Hoje acordei cedo. Posso dizer que antes de o sol nascer já estava desperto. E isso é raro de acontecer, tenho nas férias o mau(?) hábito de nem ter deitado no horário em que hoje já me punha de pé. Foi bom. Li, filosofei, escrevi. Talvez um dia compartilhe essas produções matutinas de uma mente embriagada pela dialética entre a noite e o dia, cuja antítese, a sublime madrugada, é minha mais jorrante fonte de inspiração.
Há algumas pessoas que eu gostaria de homenagear nesse post, algumas delas foram capazes de me tirar de casa hoje à tarde (num dia em que acordei meio Wally, ou seja, em que seria difícil me encontrar) e me tornaram capaz de perder o primeiro tempo do meu mengão. E isso numa reestreia do meu time HEXA campeão brasileiro, lá com seus desfalques e tapa-buracos que fosse, quer dizer muita coisa. Felizmente, retornei a tempo de prestigiar os três gols rubro-negros. Pouco depois, liguei para uma recente mas grande amiga, Keylla, que, por me não parecer muito bem, elegi para ser a primeira homenageada deste blog. E que ela, assim como todas as pessoas a quem já me declarei amigo, tenha certeza que existe aqui alguém ao seu lado.
Outros tantos merecem menção, mas serão "vítimas" dessas homenagens quando de situações que eu julgue mais propícias e convenientes.

Att.,

Tico.

Primeiro digo.


Nada melhor que começar um blog no início do ano. Mentira. Há muitas coisas melhores que isso. Algumas delas ficarão aqui registradas com meus pensamentos, minhas impressões e opiniões sobre as coisas, pessoas, esse mundo (mundo, vasto mundo, se eu me chamasse Raimundo seria uma rima e não uma solução) que nos cerca. Faço o blog para mim mesmo, mas se quiserem comentar, serão bem recebidos.

Att.,

Tico.