Me olha daquele jeito,
daquele jeito assim,
que, pobre de mim,
não caibo dentro do peito.
Me chama, seduz e prende,
me beija e, com a mesma boca,
no arrepio, me crava o dente,
me diz uma frase louca.
Me deixa pegar-te nos cabelos,
lamber-te o seio com carinho,
e, no delírio, mordê-lo,
entre o cuidado e o desalinho.
Me dá a tua carne nua,
tua pele arrepiada e pálida.
aparece aqui junto com a lua,
e te me dá nessa noite cálida.
Vem, que eu te quero ainda,
vem antes que finda
essa chama que arde!
Vem!, nessa noite linda,
vem antes que finda
a noite, ou pode ser tarde...

